Mandar às favas a Constituição e governar em regime de Monarquia Absoluta. Foi essa proposta feita em 1825 a D. Pedro I pela Câmara de Taubaté com a anuência das vilas de Pindamonhangaba e São Luiz do Paraitinga.

Vai ter golpe

A proposta saiu da cabeça de Manoel da Cunha de Azeredo Coutinho Souza Chichorro, o Juiz de Fora de Taubaté. Para ele, a Constituição deveria ser ragada e D. Pedro I ser aclamado Imperador Absoluto do Brasil. Esse episódio ficou conhecido como Chichorrada.

Tô fora

Por correspondência, D. Pedro negou a proposta, reconheceu a fidelidade dos proponentes, mas reiteirou seu apreço à Constituição e demitiu Chichorro do cargo de juiz.

“Mancha dos magistrados”

“Vergonha dos empregados públicos”

“Injúria dos brasileiros”

“Imundice do gênero humano” … foi assim que Chichorro passou a ser chamado Brasil afora.

 

Deu ruim

Chichorro causou constrangimentos a D. Pedro, sendo por isso mandado aos tribunais acusado de ter adulado o imperador com a finalidade de confundi-lo e atrapalhar o desenvolvimento do Brasil.

Caindo para cima

Mesmo achincalhado, Chichorro foi absolvido e, pasmem, premiado com o cargo de ouvidor. Afinal, a tentação de entregar o Brasil a um único dono não foi exclusividade taubateana. Bahia e Região Cisplatina propuseram a mesma coisa e seus “conspiradores” foram igualmente premiados.