Taubaté foi palco de  contribuições científicas para a agricultura nacional, caso de uma espécie de caqui e da atemoia.

 

DE LABORATÓRIO

A atemoia é uma fruta que foi criada por cientistas nos Estados Unidos. Na década de 1960, galhos de diversas variedades de atemoia chegaram a Taubaté pelas mãos de Carlos Miranda, um profundo conhecedor da fruticultura.

Atemóia no pé (imagem: jornaldafruta.com.br)

PROPAGAÇÃO

Miranda enxertou estes galhos em plantas de araticum-de-terra-fria. Os primeiros frutos desta experiência nasceram num pomar de Taubaté.

E as mudas que começaram a cultura da atemoia em solo brasileiro foram distribuídas por Miranda.

Caqui Taubaté (Imagem: domuscatore.com.br)

O EXPERIMENTO

O Caqui Taubaté também é fruto da ciência. A variedade surgiu no final do século 19, quando o fruticultor italiano Eugênio Davi enxertou três plantas dando origem à fruta. O lote experimental foi plantado na chácara de Fernando de Mattos.

Caqui Taubaté (imagem: mercadomunicipaldecuritiba.com.br)

POPULAR

O cultivo da fruta era tão importante para a cidade que na década de 1980 havia duas festas para promover o Caqui Taubaté. Sua plantação se espalhava principalmente pelos bairros Independência e Barreiro.

:::: ATUALIZAÇÃO ::::

De última hora recebemos uma importante informação, segundo Leonor, sua bisneta (veja nos comentários desta postagem), a produção do Caqui Taubaté se dava em nas chácaras de Eugênio Davi no Bairro da Estiva, e era de lá que sairam as primeiras exportações da variedade para Portugal e Tchecoslováquia.

Isso é mais um apontamento da popularidade que a fruta atingiu. Quase um século depois da sua criação, a fruta ocupava terrenos distantes do bairro de origem, a Estiva. Nos anos 1980 a produção nos terrenos da Independência e do Barreiro estavam a todo vapor.

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