1º de novembro de 1947. Praça D. Epaminondas lotada.

Depois de fazer um banquete no TCC, Getúlio Vargas sobe no palanque improvisado na escadaria da catedral.

Naquela época, votava-se separadamente ao cargo de vice-governador e Vargas estava na cidade para defender Cyrillo Jr. em oposição a Noveli Jr., candidato apoiado pelo presidente Dutra e pelo governador Adhemar de Barros.

(Fonte: https://ourinhos.blogspot.com.br/2016/04/as-visitas-de-ademar-pereira-de-barros.html)

O clima era tenso.

Taubaté, além de “ademarista”, mantinha sangrando as feridas do levante paulista de 1932. A bandeira paulista hasteada a meio-pau no prédio que ficava do lado oposto ao palanque dava o recado.

A praça estava lotada. O discurso de Getúlio, que chegou a ser interrompido por um corte de energia, foi concluído sem incidentes.

A fala de Wilson de Carvalho criticando duramente Ademar de Barros e Dutra transformou a D. Epaminondas numa praça de guerra. Para conter os ânimos, soldados atiraram para o alto provocando um corre-corre geral.

No palanque, o espetáculo não foi diferente. Enquanto deputados se jogavam no chão, outros gritavam histéricos. Getúlio foi atirado ao chão pelo seu guarda-costas, Gregório Fortunato, e, de “pernas bambas”, foi obrigado a fugir de Taubaté.

 

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